Minha promessa de campanha é que qualquer crítica feita neste post não tem como alvo uma pessoa, mas sim uma entidade. Caso você se reconheça e se ofenda já ficam aqui minhas sinceras desculpas.
Abaixo segue uma ficção que vai facilitar a abordagem do tema.
Amiguinhos saindo da sala de cinema depois de terem visto um filme qualquer do Woody Allen:
Joãozinho: sei lá, nem gostei muito do filme (ele não sabe quem é Udiálem).
Zequinha: ah eu achei firmeza.
Carlinhos que já conhecia Udiálem através dos amigos: CALABOCA Joãozinho, o filme é mó bom, puta crítica.
Mariazinha que é bem paulistana: CARALEEEOOO Udiálem é MUITO PHODAAAA. (Mas ela gosta mesmo é de Titanic)
Juquinha que não faz a barba desde os 12, usa camisa xadrez e óculos de grau retrô mesmo sem precisar e é contra calça jeans e ditados populares: É que você não entendeu Joãozinho, pra entender tinha que ter assistido o que ele lançou em 74 depois o de 92 e depois o de 87, nessa ordem e ter lido a entrevista dele na primeira edição da revista Piauí.
O Joãozinho em outras épocas já tinha mandado todo mundo tomar no cú porque ele queria mesmo era só pegar a Mariazinha, mas lembrou que no dia seguinte veria um filme do Almodovar com a mesma galera e decidiu ver o próximo filme com um olhar mais crítico e foi aí que ele se perdeu.
É interessante como as pessoas querem mostrar que sã0 entendidas do que está na moda. O Paul McCartney está no Brsail para alguns shows e muitos dos que compraram ingresso estão agora ouvindo todas as músicas pós-Beatles para não se sentirem mal no show. Assim como eu fiz um pouco antes do show do Eric Clapton em 2001 no Pacaembú, mesmo assim, quando ele tocou Layla eu fiquei puto de não ter aprendido aquela que era um dos maiores sucessos.
O problema não é o show em si, mesmo porque eu só conheço uma música do Paul e gostaria de ir. O que me desperta um leve asco é a vontade de mostrar para outrem que se é o único entendido do assunto através de vãs filosofias.
Mulher entende de maquiagem, de roupa, de culinária de gordura localizada e elas não tentam provar nada para quem não conhece do assunto, filosofam entre elas.
Homens podem passar dias falando sobre a última rodada do brasileirão, eles tem dados estatísticos, nomes atuais e do passado, quem está pendurado e quem não está, entretanto, essas conversas se estabelecem sempre entre conhecedores do esporte.
Por isso, meu sonho é acabar com a obrigatoriedade de análise crítica cinematográfica em qualquer rodinha e instituir a cultura de julgarmos um filme apenas como bom ou ruim, gostei ou não gostei.
@LeoBorrelli
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Agora que vi que o Dinossauros voltou. Tanto é a minha felicidade de comentar, que até esqueci de ler antes de comentar. Então, peraí, que assim que tiver tempo vou comentar algo decente, por enquanto só: bom que voltaram. Vi que tem um post do dia 5, então, to meio atrasado, enfim, dane-se.
Aeeee… mandou bem, xxxx (que tal colocarem o autor no fim do post
).
Acho que me encaixo no meio termo, daqueles que gosta de discutir quando começam a discutir ou quando sei que quem está comigo curte. Fora isso, é bom, de vez em quando, apenas ficar com o “pois é, legal o filme”, “foda”, “fraquinho” ou “já tive melhores”…
ruim… não gostei…
)
Amei o título. De cara, já dá vontade de ler. Também detesto esse tipo de raciocínio de que tem que se conhecer tudo e cada vez mais. Qualquer clubinho sempre foi um empecilho pra que eu me aproximasse de qualquer assunto. Tem coisa pior que sarau literário, clube de degustação de vinho e etc..? Claro que se a gente gosta de alguma coisa, depois dá umas fuçadas pra aprofundar, mas não por exibicionismo. Toda a autenticidade da obra fica de lado. Parabéns pelo blog. Muito bom. Abs. Clara
Eu gosto de discutir filmes, trocar idéias sobre os pontos de vista dos meus amigos que também gostam disso, talvez pela mesma razão que alguns outros gostam de discutir futebol ou moda, que já não aprecio taanto assim, questão de gosto pessoal e personalidade. A instituição da cultura proposta no texto de limitar a análise de um filme a apenas como bom ou ruim cortaria um de meus grandes prazeres e de muitos amigos. Espero que não vingue.
Eu gosto do Mauro.
é que o leo não gosta de artista! ele já me falou…hahaha